Paulo Roberto Gomes Fernandes frisa o avanço das discussões sobre o uso de drones na vigilância de faixas de dutos, tema que ganha destaque com a realização do evento “Drone em Faixa de Dutos”, programado para acontecer no Rio de Janeiro. A iniciativa reúne profissionais do setor para debater aplicações práticas, desafios regulatórios e oportunidades associadas a essa tecnologia, que vem se consolidando como ferramenta relevante para o monitoramento de infraestruturas lineares no Brasil.
O encontro foi estruturado para apresentar inovações recentes no uso de drones, compartilhar experiências técnicas e discutir boas práticas ligadas à inspeção, segurança e gestão de ativos. A proposta inclui ainda reflexões sobre a legislação vigente e sobre como a adoção dessas soluções pode contribuir para a ampliação do mercado de serviços especializados em faixas de dutos.
O uso de drones na vigilância de infraestruturas lineares
A aplicação de drones em redes dutoviárias tem se mostrado eficiente em diversas frentes, sobretudo no acompanhamento visual contínuo de longos trechos, na identificação precoce de interferências externas e no apoio às equipes de manutenção. Em dutos enterrados, essa tecnologia costuma ser utilizada para avaliar condições da faixa de servidão, como crescimento de vegetação ou ocupações irregulares, funcionando como ferramenta complementar aos métodos tradicionais de inspeção.
Apesar dessa utilidade, Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta que o potencial dos drones é ampliado quando integrado a sistemas construtivos que favoreçam o acesso visual direto à infraestrutura. Essa combinação permite inspeções mais frequentes, respostas mais rápidas a eventuais anomalias e uma gestão mais eficiente dos ativos ao longo de sua vida útil.
Experiências internacionais e integração com sistemas construtivos
Em países como o Canadá, o uso de drones está fortemente associado a extensas malhas de dutos aparentes, que cruzam grandes áreas do território. Nesse modelo, a vigilância aérea se integra ao conceito construtivo, possibilitando monitoramento contínuo, redução de riscos operacionais e maior transparência nas ações de fiscalização ambiental e de segurança.

Paulo Roberto Gomes Fernandes relembra que discussões semelhantes já vinham sendo levantadas no setor brasileiro desde a década passada, justamente pela necessidade de alinhar métodos construtivos a tecnologias modernas de inspeção. A experiência internacional demonstra que a integração entre engenharia e monitoramento tecnológico pode trazer ganhos significativos em eficiência, prazos e custos operacionais.
Regulamentação, eficiência e impactos logísticos
Um dos pontos recorrentes nesse debate é a ausência de normas específicas para determinados modelos construtivos no Brasil. A falta de regulamentação clara limita a adoção de soluções alternativas e dificulta a incorporação plena de tecnologias como drones em sistemas mais avançados de gestão de dutos. Em mercados onde essas diretrizes já existem, observa-se maior abertura para inovação e para a adoção de práticas que reduzem impactos ambientais e riscos de acidentes.
Além dos ganhos diretos para o setor de energia, Paulo Roberto Gomes Fernandes evidencia que sistemas mais eficientes de transporte por dutos podem gerar efeitos positivos sobre a logística nacional, como a redução da sobrecarga das rodovias e a diminuição do risco associado ao transporte rodoviário de grandes volumes. A vigilância por drones, quando integrada a conceitos construtivos adequados, passa a fazer parte desse ecossistema tecnológico mais amplo.
Um debate que vai além da tecnologia de inspeção
Ao promover o debate técnico e estratégico, o evento sobre drones contribui para ampliar a reflexão sobre o futuro da infraestrutura dutoviária no país. Mais do que discutir ferramentas de vigilância, a iniciativa estimula a análise de modelos construtivos, normas técnicas e práticas operacionais que possam tornar o setor mais seguro, eficiente e sustentável.
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, encontros desse tipo ajudam a amadurecer o diálogo e aproximar o Brasil de experiências já consolidadas em outros mercados, abrindo espaço para soluções que conciliem inovação tecnológica, engenharia aplicada e visão de longo prazo.
Autor: Pelos Llewan