Novo levantamento do Instituto W1 mostra avanço do governador enquanto partidos definem coligações para as eleições estaduais
A corrida pelo Governo de Sergipe em 2026 ganhou um novo capítulo nesta semana com a divulgação de uma pesquisa que reforça a liderança do atual governador, Fábio Mitidieri (PSD), na disputa. Ao mesmo tempo, o cenário político do estado começa a se movimentar formalmente, com a marcação de convenções partidárias que vão definir coligações e nomes para o pleito. A pergunta que passa a interessar o eleitor sergipano é simples: com tanta antecedência, o que já está definido nessa eleição e o que ainda pode mudar até outubro?
O que mostram as pesquisas mais recentes
O Instituto W1 divulgou nesta terça-feira, 21 de julho, um novo levantamento que confirma Mitidieri na liderança da intenção de voto para o Governo do Estado. A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 18 de julho, com 1.000 eleitores entrevistados presencialmente em todas as regiões de Sergipe, intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SE-01579/2026.
De acordo com o instituto, na simulação espontânea de voto, Mitidieri é lembrado por 39,8% dos entrevistados, contra 25,3% de Valmir de Francisquinho, seu principal concorrente até o momento. O resultado confirma uma tendência que já havia aparecido em pesquisas anteriores neste ano, como a do Instituto França, que também colocou o governador à frente em todos os cenários avaliados, e a do Real Time Big Data, que mostrou Mitidieri liderando quatro dos cinco cenários testados, com uma disputa mais equilibrada apenas em um deles.
Vale observar que pesquisas eleitorais são retratos de um momento específico, sujeitos a variações ao longo da campanha, especialmente à medida que as coligações se consolidam e os debates públicos avançam. Por isso, institutos e analistas políticos costumam recomendar cautela na leitura de números isolados, priorizando o acompanhamento da tendência ao longo de vários levantamentos.
Convenções partidárias começam a definir o tabuleiro eleitoral
Enquanto as pesquisas indicam vantagem para o governador, os partidos já iniciam os movimentos formais que vão estruturar suas candidaturas. Fábio Mitidieri marcou a convenção do PSD, evento que dá largada à campanha da chapa governista em Sergipe. Participam da convenção representantes do PT, União Brasil, Progressistas e outras siglas que compõem a aliança formada em torno da candidatura à reeleição, segundo informações publicadas pelo portal Sergipe Notícias.
A expectativa é de um grande ato político, reunindo deputados, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes partidários de diferentes regiões do estado. Além de lançar oficialmente a candidatura à reeleição, a convenção serve para homologar os nomes que vão disputar outros cargos na mesma coligação, como vagas na Assembleia Legislativa e possivelmente no Senado.
Esse movimento de organização partidária tende a se repetir nas próximas semanas entre os demais grupos políticos do estado, à medida que se aproxima o período oficial de convenções definido pelo calendário eleitoral, quando os partidos formalizam suas coligações perante a Justiça Eleitoral.
Outros nomes na disputa e o que ainda está em aberto
Além de Mitidieri e Valmir de Francisquinho, outros nomes já se apresentam como pré-candidatos ao Governo de Sergipe. O médico Helton Monteiro, atual presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, é pré-candidato pelo PSOL, com discurso voltado à defesa da saúde pública e contra a privatização de serviços de saúde no estado. Já o advogado Emanuel Cacho, ex-secretário de Estado da Justiça, foi escolhido como pré-candidato pela federação PSDB Cidadania, após ser eleito presidente da sigla em Sergipe no início do ano.
A presença de múltiplos nomes na disputa mostra que, apesar da vantagem indicada nas pesquisas para o atual governador, o cenário eleitoral sergipano ainda está em formação. A confirmação definitiva das candidaturas só ocorre após as convenções partidárias, quando cada legenda ou federação registra oficialmente seus candidatos na Justiça Eleitoral.
Até lá, o eleitor sergipano deve acompanhar tanto os números divulgados pelos institutos de pesquisa quanto os movimentos de bastidores entre os partidos, já que ambos os fatores costumam influenciar diretamente o resultado final nas urnas em outubro.
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