Levantamento realizado pela Prefeitura aponta índice médio de infestação do Aedes aegypti após mutirões de combate ao mosquito na capital
A Prefeitura de Aracaju divulgou o resultado do 4º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, mostrando avanço nas ações de controle do mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya na capital sergipana. O levantamento chega em um momento em que muitos moradores se perguntam se o risco de surtos de arboviroses realmente diminuiu na cidade ou se ainda é preciso reforçar os cuidados dentro de casa.
O que mostrou o novo levantamento
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o 4º LIRAa de 2026 foi realizado entre os dias 2 e 10 de julho em todos os bairros da capital e apontou índice geral de infestação de 1,5%, classificado como médio risco para surtos de arboviroses, segundo publicação oficial da Prefeitura de Aracaju.
O levantamento é feito periodicamente pela rede de vigilância em saúde do município e serve como uma espécie de termômetro para orientar as ações de combate ao mosquito ao longo do ano. Um índice classificado como médio risco indica que, embora a situação não seja considerada crítica, ainda existe a necessidade de manter e até intensificar as ações de eliminação de criadouros em pontos estratégicos da cidade, especialmente durante períodos de maior umidade e chuva.
Entre os meses de maio e junho de 2026, a Secretaria Municipal da Saúde realizou 77.300 visitas domiciliares e inspecionou 1.393 pontos estratégicos da cidade, conforme dados divulgados pela própria pasta. Esses números dão uma dimensão do esforço operacional que sustenta o resultado apresentado no levantamento mais recente.
Como funciona o trabalho de controle do mosquito na capital
O trabalho de combate ao Aedes aegypti em Aracaju é feito principalmente por meio de visitas domiciliares de agentes de endemias, que verificam a existência de possíveis criadouros do mosquito em residências, terrenos baldios, pontos comerciais e espaços públicos. Além das visitas de rotina, a Secretaria Municipal da Saúde mantém pontos estratégicos sob monitoramento constante, já que costumam concentrar maior risco de proliferação, como depósitos de pneus, ferros-velhos e cemitérios.
A classificação de médio risco obtida no 4º LIRAa de 2026 representa um resultado relativamente positivo quando comparado a cenários de alto risco registrados em outros momentos do ano em diferentes cidades brasileiras, mas a própria Prefeitura reforça que a manutenção desse índice depende diretamente da colaboração da população, principalmente na eliminação de água parada em recipientes dentro das residências.
Especialistas em vigilância epidemiológica costumam apontar que os meses de maior calor e umidade tendem a favorecer a proliferação do mosquito, o que reforça a importância de a população manter cuidados básicos mesmo quando os índices oficiais indicam risco médio, e não alto, já que a situação pode se alterar rapidamente entre um levantamento e outro.
O resultado se soma a outros indicadores positivos da gestão municipal
O anúncio do 4º LIRAa acontece na mesma semana em que outro dado chamou atenção sobre a avaliação da gestão municipal de Aracaju. A prefeita Emília Corrêa subiu no ranking nacional de avaliação de prefeitos e passou a ocupar a 7ª posição entre os gestores de capitais brasileiras mais bem avaliados pela população, segundo dados publicados pela própria Prefeitura.
Embora sejam indicadores de naturezas diferentes, a combinação entre um resultado técnico de saúde pública e uma avaliação positiva da gestão tende a reforçar, aos olhos da população, a percepção de que os serviços municipais estão funcionando de forma consistente. Ainda assim, a própria Secretaria Municipal da Saúde reforça que o resultado do LIRAa não deve ser interpretado como motivo para relaxar os cuidados individuais contra o mosquito.
Para os próximos meses, a expectativa da gestão municipal é manter o ritmo de visitas domiciliares e inspeções em pontos estratégicos, já que um novo levantamento costuma ser realizado a cada poucos meses, permitindo acompanhar se o índice de infestação se mantém estável, melhora ou volta a subir conforme as condições climáticas da capital mudam ao longo do ano.
Fontes: