Um levantamento nacional sobre transparência pública no Brasil mostrou que o estado de Sergipe, a cidade de Aracaju e a própria Assembleia Legislativa estadual apresentam deficiências significativas no acesso e na qualidade das informações públicas, segundo dados recentes analisados por especialistas em governança. O índice avalia a transparência ativa — ou seja, a disponibilização de dados de maneira clara, atualizada e acessível aos cidadãos — e serve como um termômetro da abertura dos órgãos públicos ao escrutínio social.
Essas falhas refletem problemas tanto no nível municipal quanto no estadual. No caso de Aracaju, a recomendação é que o portal da prefeitura e seus sistemas correlatos apresentem com mais precisão as informações sobre contratos, licitações, despesas e execução orçamentária, especialmente em se tratando de serviços essenciais à população. A deficiência de dados atualizados pode comprometer a fiscalização social e reduzir a confiança na gestão pública.
No âmbito estadual, a falta de transparência na Assembleia Legislativa foi destacada como um ponto de atenção pelo levantamento nacional. Isso ocorre em um contexto em que se discute a melhoria do acesso a atos legislativos, votações, emendas e processos de formação de políticas públicas, elementos essenciais para que cidadãos e imprensa possam acompanhar com clareza os rumos das decisões públicas.
Especialistas em controle social lembram que índices como esse são fundamentais porque apontam não apenas onde há deficiência, mas também como as instituições podem aperfeiçoar sua governança por meio de informações públicas de qualidade. A transparência ativa é considerada um dos pilares da boa administração pública e da prevenção à corrupção, pois amplia a possibilidade de fiscalização pelo cidadão.
A avaliação nacional se baseia em critérios objetivos, como a disponibilidade de dados atualizados em portais oficiais, a facilidade de navegação e a abrangência das informações, incluindo receitas, despesas, licitações, contratos e desempenho de políticas públicas. A falta de cumprimento desses critérios acende um alerta sobre o comprometimento dos órgãos públicos em prestar contas de forma clara e tempestiva à população.
Esse cenário também coloca em evidência a importância de práticas de transparência ativa adotadas em outros estados e parlamentos, que conseguem melhores classificações no ranking nacional. Por exemplo, assembleias legislativas que alcançam altos índices de transparência pública costumam oferecer portais com dados exportáveis, painéis de dados e mecanismos que permitem a comparação de desempenho ao longo do tempo, facilitando a análise independente por pesquisadores e cidadãos.
A comunidade de controle social e entidades civis que monitoram a transparência no Brasil podem usar esse tipo de índice como base para exigir melhorias, propor políticas de governança e reforçar a importância do acesso à informação como um direito do cidadão. O aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência não é apenas uma exigência legal, mas um passo crucial para fortalecer a democracia e ampliar a participação popular nas decisões públicas.
Enquanto isso, gestores públicos de Sergipe e de Aracaju podem adotar recomendações técnicas e integrar boas práticas de transparência ativa adotadas em outras unidades da federação, com o objetivo de elevar o desempenho nos próximos ciclos de avaliação. Essa mudança potencial pode organizar melhor as informações governamentais e promover maior responsabilização pública das ações administrativas.
Autor: Pelos Llewan